Velocidades mais baixas diminuem riscos de acidentes fatais de trânsito

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(Por Igor Martins)

O excesso de velocidade é um dos principais problemas para se manter a segurança viária e contribui com, pelo menos, um terço de todas as lesões causadas pelo trânsito ou, ainda, se constitui como fator agravante em quase todos estes eventos. Velocidades elevadas aumentam as taxas de colisões, lesões e fatalidades. Estima-se que um aumento 5% na velocidade média da via pública leva a um aumento de cerca de 10% nas colisões e um aumento de 20% em batidas com vítimas fatais.

“É por este motivo também que grande parte das vias públicas de Rio Branco não excede velocidade superior a 40 km/h, exceto a Avenida Ceará, que possui uma máxima de 50 km/h. Acima dessa velocidade as condições de sobrevivência em um acidente se tornam menores”, ressalta a diretora-geral do Detran, Sawana Carvalho. A gestora da autarquia explica ainda que, quanto maior a velocidade impressa por um veículo, menor é o tempo de resposta da frenagem pelo seu condutor.

O corpo humano tem pouca resistência ao impacto. Segundo estudos realizados pela Organização Mundial da Saúde, Banco Mundial, Parceria Global para Segurança no Trânsito e outras entidades, a maioria dos usuários vulneráveis do trânsito, pedestres e ciclistas, sobrevive quando atropelados por um veículo transitando a 30 km/h ou menos, enquanto a maioria morre quando atropelados por um veículo transitando a 50 km/h.

Grandes centros do país já reduziram a velocidade máxima de boa parte de suas principais vias públicas. A capital paulistana, por exemplo, já conta com a sua primeira Área 40, que cobre uma região de aproximadamente cinco quilômetros de vias da chamada Rótula Central, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

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